Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 21 de maio de 2011

PL 122: por que ser contra


Imagine esta cena: Seu filho chega à escola para mais um dia de aprendizado, e, em plena sala de aula, a professora inicia uma nova lição: debater um vídeo em que duas meninas lésbicas falam sobre como é bom ser homossexual. E mais: nos livros didáticos, a professora lê, com seu filho, histórias com famílias gays, histórias de homens e mulheres bissexuais, transexuais e travestis.
Acredite: é isto que pretendem fazer nas escolas públicas do Brasil, no segundo semestre deste ano. O Ministério da Educação quer distribuir vídeos e livros como esses em 6 mil escolas do País.
Assim começa um texto divulgado no blog do "bispo" Edir Macedo esta semana. Eu discordo de muitas coisas que ele anda falando e fazendo, como por exemplo, a construção de uma réplica do templo de Herodes em São Paulo (clique aqui para saber o que eu penso disto). Mas desta vez estou com o Macedo. Se a cartilha que o Governo pretende distribuir para “combater a discriminação” contiver uma apologia à “diversidade sexual”, aí também acho um disparate, um erro histórico que pode levar a nação a um caos moral que deixaria Babilônia ruborizada.
Esse kit gay conteria vídeos sobre “transexualidade, bissexualidade e homossexualidade”, e mesmo sem divulgação oficial, muitos deles já estão na internet. Uma cartilha com o símbolo do MEC mostrada por deputados trata de temas como masturbação. Outra, com o símbolo do Ministério da Saúde, traz ilustrações de sexo entre homens. O ministro da Educação, Fernando Haddad, nega tudo, mas foi ao Congresso se explicar e afirmou que tudo pode ser alterado.
Mas em seu blog no site da Veja, o jornalista Reinaldo Azevedo diz que Haddad mente aos evangélicos: “Aos congressistas, assegurou que os filmes e cartilhas não são de responsabilidade do Ministério (…) Conversa mole, e ele sabe disso muito bem. Pode ainda não ser o produto final, mas tudo foi elaborado sob o comando do governo”, escreveu o jornalista.
Ainda vai dar muito o que falar esse PLC 122.
O pastor Silas Malafaia disponibilizou um texto na internet onde explica tintim por tintim por que considera o PLC inconstitucional. Discordo do Malafaia em várias questões, como a sua forma agressiva de arrecadar recursos; mas aqui ele está certo. Me lembro do programa “25ª Hora”, da TV Record, em que, anos atrás, confrontou-se com Luiz Mott, expoente do movimento gay, e acabou com ele ao mostrar por que os cristãos são contrários a essa prática.
Estão batendo a manjada tecla da “defesa dos seus direitos”. Ora, a Constituição já garante direitos iguais a todos! Não é preciso criar mais uma lei para dizer a mesma coisa!
E aqui cito o comentário do pr. Malafaia ao artigo 16, 5º parágrafo 5 do PL: “O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Ora, o que é ação constrangedora, intimidatória, de ordem moral, ética, filosófica e psicológica? Isto torna a Bíblia vira um livro homofóbico? Qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual (e não são poucos capítulos não). É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria? O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não se quer cercear ninguém, quer ser gay que seja, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão e religiosa, garantidas no Artigo 5º da Constituição. O PL 122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual”.
Quanto à alegada violência contra gays e travestis, há que se considerar que a violência tem crescido no país e atinge a todos. Se há entre as vítimas um grande número de gays e travestis, poderia se investigar, por exemplo, se essas pessoas não estariam se expondo em locais e horários propícios a atos violentos, como boates, esquinas, pontes e becos desertos tarde da noite, madrugada a dentro. Veja onde e em que circunstâncias ocorrem atos de violência contra gays e travestis.
E se formos considerar “qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”, podemos incluir nesse pacote as chacotas sobre evangélicos que o Ratinho faz cada vez que cai a audiência de seu programa (isto é, toda semana)? Podemos incluir as novelas e minisséries da Globo?
O pastor Ciro Zibordi pergunta: se a turma do arco-íris considera-se discriminada por seus opositores, chamando-os de homofóbicos por qualquer coisa, então, os evangélicos, por exemplo, podem também processar quem os ridiculariza, rotulando-os de “evangelicófobos”? Se a moda pega, o tal deputadozinho do Big Brother, aquele com nome de carro velho, estaria lascado. Esse sujeito, que iniciou sua trajetória política em grupos de jovens da igreja católica no interior da Bahia, disse ao portal UOL que “seria o céu de brigadeiro” se outros parlamentares supostamente gays “saíssem do armário”. O deputado colorido está se achando, e diz ser “um intelectual, professor universitário, tenho história política e sou um parlamentar sério”, e acha que pode mirar cargos mais altos: “Não vai demorar muito tempo para termos prefeito, governador ou presidente homossexual. Muita coisa já mudou e novas mudanças virão. Quem sabe eu não possa ser o primeiro?”...
Enquanto isso, o Governo, para não perder o apoio dos parlamentares evangélicos e minimizar a antipatia dos que abominam o projeto – ou seja, a maioria da população brasileira – criou uma comissão tripartite para rediscutir o tema e suavizar algumas partes, para que possa ser mais facilmente engolido. Participa da comissão o senador Marcelo Crivella, dando uma nova redação que condena a violência, o preconceito e a discriminação sem agredir o direito de sacerdotes e ministros religiosos de expressarem seu pensamento ao dizer que o homossexualismo é pecado, sem com isso ofender e incitar ao ódio ou violência. De acordo com o senador, o projeto é inconstitucional porque cerceia o direito à livre expressão, pois impede que um tipo de comportamento seja criticado: todos têm que aceitar como natural algo que os ofende sem poder falar nada, o que fere a liberdade religiosa e de expressão, garantida pela Constituição.
Já Anthony Garotinho (PR/RJ) pegou pesado: disse que a bancada evangélica (74 deputados) irá “trancar a pauta”, isto é, não votará nada até que o Governo recolha o material “anti-homofobia”.
Lenio Streck, mestre e doutor em Direito pela UFSC, pós-doutor pela Universidade de Lisboa, e membro da Comissão Permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros, afirma que a decisão sobre as uniões homoafetivas cabe ao Congresso, e não ao Judiciário. Diz, ainda, que a Constituição estabelece uma limitação, ela fala em homem e mulher... O Judiciário não está autorizado a preencher uma lacuna que não existe. A Constituição estabelece limites ao dizer que a união é entre homem e mulher... mudar isso seria criar uma outra Constituição”.
De minha parte, não creio que o Congresso aprove o PLC 122 como está, nem se as mudanças propostas pelos evangélicos e católicos vingarão. O que se sabe é que o Judiciário não volta atrás. E não se iludam, a coisa não vai melhorar, pelo contrário.
Como escrevi na semana passada, os gays foram espertos e levaram a peleja para o campo judiciário. Habilmente, trabalharam às ocultas para convencer os homens de preto a decidirem a seu favor. Todo o barulho feito no Legislativo é cortina de fumaça. Enquanto isso, parlamentares evangélicos estavam mais preocupados em garantir concessões de rádio e TV, e reservar verbas do orçamento para suas “creches” e “ambulâncias”. Quando perceberam, o gamo estava bebendo água limpa e a vaca já tinha ido para o brejo.
Penso que lutamos no campo errado. A Igreja pode transformar a sociedade, como no passado. Os primeiros cristãos viveram no corrupto e imoral Império Romano, mas seu testemunho transformou gerações. Quando a política entrou na Igreja, foi o começo da decadência, quando se aliançou com Constantino misturou a Religião com o Estado. Aí a Igreja foi aos poucos perdendo a luz e o sal, e se corrompeu.
Nos grandes avivamentos de séculos recentes, cidades inteiras foram transformadas. Na época de Wesley, de Finney, de Evan Roberts (clique para saber mais), bares, teatros, casas de jogos, de prostituição, circos e campos de futebol ficavam às moscas por falta de clientes. As pessoas preferiam os cultos, ler a Bíblia, reuniões de oração, do que ir para a gandaia. Até as prisões ficaram vazias, pois não havia criminosos para prender.
Pergunte se essas coisas aconteceram por causa de alguma lei, porque a Igreja pressionou parlamentares, se fizeram manifestações e marchas para Jesus, shows gospel, abaixo-assinados, ou se foi fruto da oração, da pregação do evangelho, do testemunho de cristãos fiéis à Palavra de Deus.
O mundo jaz no maligno. O juízo de Deus sobre as nações da Terra está próximo. Cabe à Igreja brasileira se arrepender. Deus não se deixa escarnecer. Está chegando a hora de a nação ser pesada na balança da justiça divina, como no banquete de Belsazar (Daniel cap.5). Precisamos nos conscientizar disso.
Mas se insistirmos em usar as mesmas armas do mundo, nos daremos mal. As armas da nossa milícia são outras.

80022

  © Blogger templates Modelo: Shiny by Ourblogtemplates.com 2008 - personalizado por Georges - que ralou pra caramba!

Voltar ao INÍCIO