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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Irã, a Rússia e a ameaça a Israel:

O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad disse o que muitos no mundo islâmico pensam, mas não dizem em voz alta: que Israel, uma “mancha vergonhosa”, seja riscado do mapa. Além disso, suas afirmações confirmam os temores israelenses acerca dos planos do Irã de obter armas nucleares. Há anos os iranianos realizam manobras militares visando a libertação de Jerusalém do “inimigo sionista”. Além disso, o Irã espalha suas idéias no mundo islâmico com zelo missionário, principalmente nas ex-repúblicas soviéticas de maioria muçulmana.
Através das profecias em Ezequiel 38 e 39 sabemos que Israel será atacado por uma aliança de países do Norte. Entretanto, até recentemente não tinha ocorrido uma manifestação tão clara do desejo de aniquilar Israel como essa do presidente iraniano. Para muitos chefes de Estado de países islâmicos essas declarações anti-semitas foram constrangedoras e alguns até protestaram contra elas.
Vemos em Ezequiel 38 que a Pérsia é citada em primeiro lugar entre os países que participarão do ataque a Israel sob a liderança de Gogue, “da terra de Magogue”. Estudiosos como Tim LaHaye, Thomas Ice, James Dean e outros, como o site Bible Prophecy End Times (www.bibleprophecyendtimes.com), concordam unanimemente que a Rússia é identificada como "Gogue, da terra de Magogue, o chefe Meseque, príncipe de Tubal" (Ezequiel 38:2,3). Há três razões para crer que Magogue é a Rússia:
Primeira: Um estudo detalhado da tabela das nações em Gênesis 10 mostra que Magog, um neto de Noé (Gênesis 10:2), instalou-se na área que hoje é ocupada pela Rússia.
Segunda: A direção a partir da qual a invasão vem é a partir do "norte" ou "o extremo norte" (Ezequiel 38:15; 39:2). Na direção norte, a partir de Israel, a região que poderia ser identificada como “extremo norte” é a Rússia.
Terceira: A melhor tradução de Ezequiel 38:2 é "Gogue, da terra de Magogue, o príncipe de Ros, Meseque e Tubal". Não é difícil ver que Ros lembra Rússia, Meseque lembra Moscou (MSK) e Tubal, Tobolsk. Tim LaHaye, em seu livro “Estamos Vivendo os Últimos Dias?”, discorda um pouco dessa interpretação, mas não podemos negar que ela é bem consistente.
Outras nações também irão aderir à Rússia nesse ataque a Israel, de acordo com Ezequiel 38:5,6, são a Pérsia, Cuxe, Pute, Gomer e Togarma, também do extremo norte. Muito já se especulou sobre esses países ou povos, mas há consenso de que Cuxe é a Etiópia e Pute é a Líbia. Gomer tem sido identificado com os povos germânicos da Alemanha e/ou eslavos da Europa Oriental, e Togarma, que também está ao norte de Israel, é a Turquia. Seria possível tal coligação de países numa invasão armada a Israel? A Etiópia, por exemplo, não pode ser vista neste momento como uma nação capaz de participar de uma guerra externa. A Turquia às vezes participa de esforços de paz e às vezes manifesta dura oposição a Israel. Será que os turcos teriam, de fato, intenção de ser “agentes da paz”? Uma coisa é certa: a Pérsia é o atual Irã. E a grande questão é: Quão próximos estamos desses eventos”?
Através das afirmações de Ahmadinejad ficou claro que um ataque a Israel não é uma ameaça latente, mas um perigo real. Isso mostra que, apesar de tudo, freqüentemente o mundo percebe que a ameaça à paz mundial não procede de Israel, mas daquela parte do islamismo que é mais militante, irritadiça e revolucionária.
O futuro ataque a Israel, conforme relatado na Bíblia, não será fruto de uma decisão racional, mas do ódio cego contra Israel. Deus anuncia em Ezequiel 39:8: “Eis que vem e se cumprirá, diz o Senhor Deus; este é o dia de que tenho falado”. Está certo que tudo acontecerá como disse o profeta.
Os acontecimentos recentes e o terrorismo mundial indicam que aproximamo-nos perceptivelmente do dia a que o Senhor se refere.
Mark Zuckerman, editor do U.S. News & World Report, declarou: “O então presidente russo, Vladimir Putin, há muitos anos, criticou a decisão dos Estados Unidos de entrar em guerra contra o Iraque e disse: ‘A verdadeira ameaça é o Irã’. Ele estava certo. Todavia, a Rússia se tornou parte do problema, não da solução”. Não é segredo nenhum que a Rússia tem desempenhado um papel de facilitador do Irã, o qual chegou ao primeiro lugar no ranking dos países que ameaçam provocar grande desestabilização da ordem mundial vigente. E a Rússia tornou a ameaça ainda mais real. Ela vendeu a usina nuclear de Bushehr ao Irã e assinou acordos para vender outros projetos, com o objetivo de injetar dinheiro na sua indústria nuclear. Tal como um diplomata americano comentou, esse negócio é “um anzol gigantesco preso na mandíbula da Rússia”. É isso mesmo, ele usou uma expressão extraída exatamente da profecia bíblica para descrever o atual papel desempenhado pela Rússia em relação ao Irã.
A batalha de Gogue e Magogue, mencionada em Ezequiel 38 e 39, é uma profecia acerca do ataque contra a terra de Israel, efetuado por uma aliança de muitas nações (Ezequiel 38:1-6). Surpreendentemente, tirando a Rússia, todas as outras nações são muçulmanas. Além disso, o Irã, a Líbia e o Sudão são os oponentes mais ferrenhos de Israel. Não é de admirar que o Irã esteja incluído na lista de nações que atacarão Israel nos últimos dias. O Senhor declara: “Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada” (Ezequiel 38:4). Alguns difamadores da profecia bíblica dizem que, com a queda do Império Soviético, uma invasão liderada pela Rússia parece muito improvável. Mas essa profecia refere-se a um ataque contra Israel liderado pelos russos, não pelos soviéticos! Desde a queda da antiga União Soviética, a Rússia continua a manter estreitas relações com a maioria das nações islâmicas, especialmente no Oriente Médio. Do ponto de vista geopolítico, não seria nenhuma surpresa ver a Rússia aliada a países islâmicos como o Irã, num ataque surpresa contra Israel.
Conclusão - Por mais de quinze anos, Thomas Ice, pesquisador de profecias e escatologia, com vários livros publicados sobre o assunto, tem levantado conjecturas de que o “anzol no queixo” de Gogue, usado por Deus para fazer com que uma Rússia relutante desça à terra de Israel, poderia ser um apelo dos muçulmanos aos russos, nos seguintes termos: já que os Estados Unidos abriram um precedente para que uma potência mundial externa invada o Oriente Médio ao atacar o Afeganistão e o Iraque, pelo mesmo princípio a Rússia deveria ajudar seus amigos muçulmanos, liderando-os numa arrasadora invasão do território de Israel, a fim de resolver o “Conflito do Oriente Médio” em favor das nações islâmicas. Seria esse o “anzol no queixo” de Gogue?
Somente o tempo dirá. Todavia, algo está acontecendo no Oriente Médio e a Rússia parece deixar suas impressões digitais em toda parte. Sabemos que a Bíblia prediz com exatidão tal aliança e invasão, programadas para acontecer “no fim dos anos” (Ezequiel 38:8).
Tudo isso deve ser um estímulo para nós, que cremos na Palavra de Deus, pois os tempos finais serão, como nos dias de Noé, um período de descaso e de afastamento da fé.
Deixemos de lado as meninices e fiquemos atentos aos sinais dos tempos!
Maranata!

(Baseado em Notícias de Israel, fevereiro de 2006, Ano 28, Nº 2, pg 3, e abril de 2006, Nº 4, pg 7, 8)

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