segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pamela, cantora da MK, aparece bebendo em festa

Conhecida principalmente entre os jovens e adolescentes cristãos a cantora Pamela não fez parceria com a Som Livre, empresa do grupo da Rede Globo, como outras celebridades
gospel, pois é contratada da MK Music. Por essa gravadora ela lançou muitos sucessos que são cantados nas igrejas por aí afora. Mas recentemente Pamela apareceu em diversos blogs com supostas fotos suas bebendo champagne (ou segundo alguns, cerveja) e se divertindo em festas. Uma das fotos mostra a cantora na mesa com garrafas de cerveja Isenbeck.
As imagens caíram como uma bomba para os fãs, que agora se dividem ao defendê-la ou simplesmente negando tudo. Não houve um comunicado oficial da assessoria da cantora para a imprensa a respeito do caso. Até disseram que não era ela, que isso que aquilo, que é uma sósia etc. Vamos aguardar para ver a explicação do caso...
Para quem, como eu, não dá a menor pelota para essas “popstars” gospel, a informação sobre essa Pamela é que ela é quem canta a música “Um Verso de Amor”, lançada em 2002, que ainda aparece entre as mais pedidas nas rádios e ganhou versão em espanhol. Recentemente a canção recebeu, digamos, uma roupagem futebolística por conta do jogador Hernanes, do São Paulo, que homenageou sua esposa no Globo Esporte cantando um trecho.
A festeira, que mora no Rio de Janeiro há seis anos, comemorou: “Meu pai me ligou eufórico avisando. Fiquei surpresa e muito feliz! Prova que essa música nunca fica velha. E também é uma grande coincidência, porque meu time é o São Paulo” (Fonte: Portal Gospel +).
Se ela gostasse tanto assim de “são” Paulo, pelo menos poria em prática as instruções do apóstolo em Tito 2:6-8, 11-12:
“Exorta semelhantemente os moços a que sejam moderados. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós... Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente”
; e I Timóteo 2: 9-10: “Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras”.
Mas ainda tem mais. Por exemplo, Cláudia Machado era uma cantora gospel, mas agora se virou para o funk. Claudia chegou a gravar dois discos de música evangélica, mas mesmo dizendo servir a Deus, acaba de se lançar como Madame Funk, com a “música” “Eu nasci pra ser madame”.
“Sou cristã, mas me decepcionei muito com os cantores evangélicos. Tem muita gente que canta uma verdade como sendo a sua, mas nunca sentiu aquela emoção. Não dá para falar sobre certos sentimentos envolvendo Jesus sem ter vivido aquilo”, diz Cláudia, que conta ter sido muito criticada quando resolveu migrar para o funk: “Disseram que eu fiz pacto com o diabo”.
A funkeira parece não estar nem aí para as críticas e desce a lenha nas outras funkeiras: “É muito triste ver uma mulher cantando um funk, em que a mulher é tratada como objeto. Quero ser bem tratada”, diz a “Madame Funk”. “Essas letras que estão por aí não podem ser ouvidas por toda a família”, conclui.
Ex-cantora de coral, ela ainda é mais dura quando avalia a qualidade das concorrentes: “Não dá para dizer que estas meninas como a Valesca e a Tati Quebra-Barraco são cantoras. Elas só gritam. Não cantam nada”. Vejamos então a qualidade da letra da “música” da Madame… Veja se é coisa de crente… depois dizem que a gente está de perseguição…
Cabelos enrolados, lisos, cacheados
Andar de salto alto, ter sempre um rebolado
Gosto de passear, gosto de me cuidar
Minha pele bem macia, tudo em cima pra te amar
Ame, ame, ame, Eu nasci pra ser Madame
Ame, ame, ame, Eu nasci pra ser Madame
O brilho do meu olhar te deixa enfeitiçado
Minha boca te conquista, eu sou sua alquimista
Meus desejos saciados, são a sua garantia
Então me ame, ame, Eu nasci pra ser Madame
Ame, ame, ame, Eu nasci pra ser Madame
Ame, ame, ame, Eu nasci pra ser Madame

Agora durma-se com um barulho desses. Doa a quem doer...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dean Sherman também prega o dominionismo

Dean Sherman, um dos fundadores e principais apoiadores da JOCUM (Jovens Com Uma Missão), é um dos defensores do dominionismo. No seu livro “Guerra Espiritual para Todos os Cristãos” (1995), ele dá atenção especial a este assunto no capítulo 8, “Utilizando a vossa autoridade dada por Deus”, dizendo que a autoridade divina deve ser usada para incapacitar o reino de Satanás e governar o mundo por Cristo: “Deus... deu o livre arbítrio ao homem bem assim como domínio ou autoridade… e que Ele nunca lha retirou” (pg.118). E depois indica que, devido à desobediência, essa autoridade caiu nas mãos de Satanás: “Deus transferiu parte da Sua autoridade para o homem, e o homem passou-a a Satanás” (pg.119). Ele prossegue: “Jesus também nos deu autoridade para operar: ‘Eu dou-vos autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada de modo algum vos molestará’ (Lucas 10:19)… Todo demônio, todo culto e religião, toda obra e toda influência – estão sujeitos à autoridade que nos foi dada por Jesus… A autoridade mudou de mãos legalmente mais uma vez, e pertence de novo ao homem… Se não repreendermos o diabo, ele não será repreendido. Se não o empurrarmos, ele não nos deixará. Depende de nós… devemos prosseguir e exercer a nossa autoridade em nome de Jesus” (pg. 130-132).
O autor se baseia em 1 João 4:4 – “Maior é Aquele que está em vós, que aquele que está no mundo”. Ele admoesta os cristãos por não utilizarem este grande poder e autoridade: “Muitos cristãos nunca viveram vitória ou paz desde que foram salvos… Como é que vamos combater os principados que assolam as nações se não pudermos ser vitoriosos?” (pg.128). Ele diz que a nossa responsabilidade não termina com vitórias pessoais sobre o pecado e as tentações, visto que fomos dotados de poder para atacar e remover os principados que agem sobre as nações. Isto é guerra espiritual estratégica, destinada a derrubar as fortalezas de Satanás no mundo – um guerreiro de Cristo pode conseguir sozinho o que quer que seja:
“Acreditamos realmente que Jesus e qualquer cristão são mais fortes que qualquer força do universo? Haverá algum lugar onde eu possa ir, onde as forças à minha volta sejam mais poderosas que Jesus em mim?… Esta sociedade secular, humanista e satânica, é menos do que o que está dentro de todo o cristão” (pg.129). Ele diz que se nós não tomarmos parte na batalha, somos responsáveis pela perpetuação do reino de Satanás na Terra: “Temos de enfrentar o inimigo. Ele é um adversário derrotado, mas continuará a manter o seu terreno com êxito, até exercermos contra ele a autoridade que Deus nos deu” (pg. 134).
Sherman também se refere a Romanos 8:35-39 para mostrar que não existe qualquer poder no mundo que nos possa separar do amor de Deus. Ele está convencido de que nós podemos fazer confiadamente a guerra para a conquista do mundo para Deus, e assumir o nosso papel de soberanos com Cristo.
Uma leitura superficial pode levar à conclusão errada de que Sherman compreende e corretamente aplica as promessas bíblicas, usando sua divina autoridade contra Satanás. Sua visão de libertar a humanidade da influência maligna pode soar muito corajosa. Se tal ideal se concretizasse, daria lugar a uma dramática manifestação do reino de Deus na Terra.
No entanto, não existe - infelizmente - evidência palpável de vitórias de vulto contra Satanás. Será que podemos culpar os cristãos fracos? Um exame cuidadoso dos ensinamentos do autor revela-nos uma perigosa falta compreensão dispensacional da Bíblia. Ele interpreta erradamente aspectos-chave da luta entre a retidão e o mal na dispensação da igreja e ensina que os poderes malignos perderam legalmente a sua base de poder depois da primeira vinda de Cristo, e podem ser removidos rápida e individualmente, por cristãos suficientemente corajosos.
Que evidência nas Escrituras nos apresenta ele para a eliminação rápida do mal? Romanos 8:35-39 descreve-nos um cenário totalmente diferente daquele que Sherman tem em mente. Nessa seção é-nos mostrado que os cristãos estão envolvidos numa prolongada batalha, em que podem encontrar pela frente tribulações, angústia e perseguições; podem até morrer como mártires por Cristo. Mas nenhuma destas coisas pode alterar ou abalar a sua fé. Perseverar espiritualmente não quer dizer que tenham poder para derrubar fortalezas malignas na sociedade e vencer o inimigo. Significa simplesmente que, embora possam enfrentar oposição e perseguição ou ser mortos na batalha, ninguém os pode arrancar da mão de Deus. Esta promessa nem mesmo nos dá a mais leve sugestão de cristãos receberem poder para conquistar e governar o mundo. Eles são passageiros e peregrinos no iníquo mundo presente (1 Pedro 2:11; Gálatas 1:4).
A promessa feita aos 72 discípulos em Lucas 10:19, que teriam autoridade para pisar serpentes e escorpiões e sobre o inimigo, foi feita apenas para esta particular situação. Ela serviu ao mesmo fim dos sinais especiais que se seguiram à pregação dos primeiros apóstolos, como consta em Marcos 16:17-18. Os professores John F. Walvoord e Roy B. Zuck dizem no seu Comentário do Conhecimento Bíblico, pg. 196: “Estes versos mencionam cinco tipos de sinais que acompanhariam os crentes. Sinais são acontecimentos sobrenaturais demonstrativos da origem divina da mensagem apostólica (Marcos 16:20). Tais sinais autenticavam a fé proclamada pelos primeiros crentes, não a fé pessoal que qualquer deles exercia (2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:3-4)”.
Se os cristãos fossem de fato instruidos no sentido de expulsar Satanás, e de o privar das suas bases de poder, a Bíblia por certo não teria sido tão clara ao afirmar o fato que durante esta era nós teriamos sempre de enfrentar o mal, e que a malignidade aumentaria no tempo do fim, conduzindo à grande tribulação sob a égide do dragão (Satanás), do Anticristo e do falso profeta. Satanás apenas será derrubado como governante na segunda vinda de Cristo, altura em que será encarcerado no poço sem fundo por mil anos (Apocalipse 20:1-3). Apesar destes fatos bíblicos, há muitos professores cristãos, como Dean Sherman, George Otis, Cindy Jacobs, Ted Haggard, Peter Wagner e outros, que apresentam visões diferentes. Eles têm muitos adeptos em todo o mundo.
A África do Sul também tem a sua quota nas experiências do reino-agora. Um cristão duma cidade no Cabo Ocidental, notou os seguintes incidentes: “Certo irmão veio com muita sinceridade à nossa cidade, para amarrar o diabo em nome do Senhor Jesus e por fim à sua atividade maligna. Pouco tempo depois tal irmão foi embora, mas também deixou para trás o diabo – tão livre como dantes! Outros seguiram seu exemplo, tentando mais uma vez amarrar Satanás e derrubar suas fortalezas, mas sem qualquer resultado.”
O mesmo se pode dizer
de inúmeros esforços semelhantes, por pessoas que tentaram expulsar o diabo e os seus espíritos territoriais de países como a América, a Turquia e Israel, ou de cidades como Jerusalém, Tel Aviv, Nova York, Washington, Londres e Cidade do Cabo. Caminhadas em oração sem se dar o testemunho aos perdidos são comuns, e os missionários que não participam dessas “estratégias” correm o risco de perder a sua credibilidade e apoio financeiro entre os crentes do reino-agora, que têm uma extraodinária tendência para os acontecimentos sensacionais e dramáticos.
A Bíblia promete vitória pessoal a cada crente na luta contra o diabo, mas o panorama mundial continuará a se deteriorar cada vez mais perto do fim, à medida que o pecado alastra num mundo rebelde que rejeita Cristo. Isto conduzirá à grande tribulação sob o reino do Anticristo (Mateus 24:21). Devemos travar a boa batalha da fé até à vinda de Cristo (1 Timóteo 6:12; Lucas 21:36). O Seu reino será manifestado publicamente apenas quando Ele vier como Rei dos reis – não antes disso.

Texto original - Prof. Johan Malan, Middelburg, South Africa - (http://www.bibleguidance.co.za/Portarticles/Dominionismo.htm)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Exército de Joel, Guardiões da Promessa, muita paixão e o “Novo de Deus”: o Dominionismo em ação

Vimos que a candidatura de Sarah Palin foi patrocinada por uma poderosa engrenagem cujo interesse é o poder político. Vimos também que o dominionismo surgiu com Agostinho e serviu ao catolicismo em sua busca de poder temporal, por um entendimento equivocado do Milênio; hoje, o “dominionismo” e suas vertentes vêm se alastrando por um grande número de igrejas, não só na América como pelo mundo, fazendo uso da “nova onda” do movimento apostólico e sua rede de “coberturas espirituais”. Agora prosseguiremos com a pesquisadora Sarah Leslie:
“A teologia do domínio é uma heresia. Poucos conhecem a palavra dominionismo; não sabem o que significa, pois foram desenvolvidos outros termos, ocultando sutilmente o verdadeiro objetivo. Muitos aceitam certos aspectos do dominionismo sem reconhecerem o engano… Para mais facilmente propagar a sua agenda, os dominionistas desenvolvem junto às principais denominações evangélicas novas eclesiologias e escatologias, antes de avançarem para o público em geral. Depois é utilizado o movimento ‘Promise Keepers’ [os Guardiões da Promessa] para ‘derrubar os muros’, isto é, atravessar barreiras confessionais, para expandir o dominionismo. Isto é tão eficaz que já chegou às principais confissões protestantes. Os dominionistas selecionaram cuidadosamente os dirigentes e treinaram-nos como ‘agentes de mudança’ para a ‘transformação’ (domínio)”... [1].
Exército de Deus? Toda a evidência sugere que Palin foi selecionada para galvanizar a base evangélica do partido republicano, o que McCain não conseguiu. Como muitos americanos, Sarah Palin é evangélica. O que chama a atenção é que, batizada aos 12 anos, Sarah Palin frequentou a igreja Assembléia de Deus em Wasilla por 32 anos. Essa igreja faz parte da rede dominionista. Palin foi ungida pelo pastor Ed Kalnins, seu antigo mestre (que costuma pregar sobre espíritos territoriais e maldições hereditárias), e por um clérigo africano, o bispo Thomas Muthee, elemento destacado do “Exército de Joel”[2].
Até há pouco tempo um “general” desse exército era o canadense Todd Bentley, que diz que Deus lhe mandou dar um murro em uma senhora idosa. Um relatório publicado pelo Southern Poverty Law Center, um grupo defensor dos direitos do cidadão, descreve as técnicas de Bentley: “recrutamento de jovens, sessões de contorcionismo e êxtase incontrolável, dizendo que é ‘sinal do Espírito Santo’; ressuscita mortos, cura cegos, cauteriza tumores. Coberto de piercings e tatuagens militares que dizem ‘Exército de Joel’, conduziu uma sessão ininterrupta de curas sobrenaturais, na Flórida. Para acomodar multidões de 10.000 pessoas, arrenda estádios e hangares de aeroportos a 15.000 dólares por dia. Muitos pastores acreditam que Bentley viu o rei Davi e falou com o apóstolo Paulo no céu… Bentley e outros pregadores profetizam que o Exército de Joel se converterá numa força militar, pronta para o Apocalipse dos jovens, para impor fisicamente o domínio cristão aos não crentes” [3].
Diz Bentley no seu website: Um exército do fim dos tempos tem um propósito comum - ganhar agressivamente terreno para o reino de Deus sob a autoridade de Jesus Cristo, o Campeão do Pavor… A trombeta está tocando, chamando os ardentes crentes revolucionários a alistarem-se no Exército de Joel… Muitos estão já prontos apara serem mobilizados para estabelecer o reino de Deus sobre a Terra”.
Em março de 2008, numa conferência de “Paixão por Jesus”, em Kansas City, um pastor do Exército de Joel, Lou Engle, incentivou a sua audiência adolescente à vingança com música heavy-metal, punk e gótica: “Creio que vamos para um confronto Elias x Satanás em todo o globo: são os profetas de Baal contra os profetas de Deus, e não haverá neutros”, disse Engle. Referia-se aos seguidores de Baal massacrados por ordem do profeta Elias. “Existe uma geração Elias que vai ser precursora da vinda de Jesus, uma geração marcada pela intensidade da sua paixão”, continuou Engle. “O reino celestial sofre a violência e os violentos conquistam-no pela força. Uma tal força exige idêntica reação, e Jesus vai guerrear com olhos flamejantes”.
Esses “guerreiros” acreditam que os EUA, e o resto do mundo, deveriam ser governados por cristãos e por uma interpretação conservadora da lei bíblica. Não há lugar para a democracia. Parafraseando George Bush, “estão conosco ou estão contra nós”. Muitos são adolescentes e jovens; Sarah Palin tinha doze anos quando entrou para esses círculos.
Em entrevista a Charles Gibson, do ABC News, Sarah Palin disse que a Geórgia (país da Ásia, vizinho da Rússia) deveria ser membro da OTAN. Quando pressionada a dizer se os EUA teriam que defender a Geórgia se as tropas russas entrassem nesse país, respondeu: “Pode acontecer. Esse é o acordo da OTAN, se um país é atacado, espera-se que peça ajuda… Temos que apoiar a Geórgia”. Honestamente: Sarah Palin é alguma estadista com experiência em política externa, ou é apenas uma dominionista que vê uma potencial guerra com a Rússia como parte do confronto “Elias x Satanás” na Terra? Estes são os antecedentes da mulher que um dia poderá chegar a presidente da nação mais poderosa da terra. Precisamos orar por ela, para Deus lhe dê discernimento e sabedoria, lhe abra o entendimento e caso um dia ela seja presidente, que seja usada por Deus para Seu propósito e não para agradar a grupos políticos ou religiosos, seja de que tendência forem.
O que fica de lição para nós, aqui no Brasil?
1 – atenção a “novas revelações”, “estabelecer um novo tempo”, o “novo de Deus” e coisas do tipo. Isaías 42:9 e 43:19, muito citados pelos arautos do “novo”, estão fora de contexto: é Deus falando a Israel a respeito da primeira vinda de Jesus.
2 – cuidado com ensinos sobre a igreja dominar os rumos da(s) nação(ões). O governo sobre as nações será exercido por Jesus Cristo quando vier Seu reino milenar; depois da Tribulação; não agora. As nações, hoje, estão sendo preparadas para o juízo (Salmo 2). Não temos que pregar às nações, mas às pessoas: “fazer discípulos de todas as nações” não é “fazer das nações, discípulas”. A salvação é individual, não nacional. Nossa oração acerca das nações deve ser para que os impedimentos à evangelização (leis, preconceitos, perseguições aos missionários) sejam removidos para que pessoas sejam alcançadas.
3 – a diferença que a igreja faz, aqui e agora, é ser sal e luz. “Ser cabeça e não cauda” é promessa para Israel; à igreja Jesus disse que seria perseguida; teríamos tribulações, que o mundo jaz no maligno e é nosso inimigo, e que não tivéssemos ambições terrenas, pois o reino Dele não é deste mundo!
4 – não julgar os profetas, mas as profecias. I Ts 5:20, 21 (Não desprezeis as profecias, mas ponde tudo à prova); II Pe 2:1 (Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras); I Jo 4:1 (Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo).
5 – geração apaixonada, movida pela paixão, “estou apaixonado”, “estou desesperado”, “estabelecer”, “determinar”, “decretar”, “confrontar potestades”... você tem ouvido isto? Reflita e analise, à luz da Palavra.
6 – Nunca, nunca mesmo, a palavra do homem, por mais santo, ungido e inspirado que possa parecer, deve se sobrepor à Palavra de Deus.
Doa a quem doer.
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Notas
[1] Sarah H. Leslie, Dominionism and the Rise of Christian Imperialism, em: http://www.discernment-ministries.org/ChristianImperialism.htm
[2] Bruce Wilson, Sarah Palin's Churches and the New Wave Apostolic Reformation, em: http://endtimespropheticwords.wordpress.com/2008/09/09/sarah-palins-churches-and-the-third-wave/
[3] Casey Sanchez, Theocratic Sect Prays for Real Armageddon, Southern Poverty Law Center. 30 de Agosto de 2008, em: http://www.alternet.org/story/96945/theocratic_sect_prays_for_real_armageddon/?page=entire. http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10167
E se você quiser se escandalizar, visite http://www.redlettermin.com/home.html
Texto original de F. William Engdahl, analista econômico e político. Tradução de José Paulo Gascão - http://dariodasilva.wordpress.com/2008/10/03/sarah-palin-e-o-fundamentalismo-cristao/

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sarah Palin e o dominionismo


Retomando: Será que Sarah Palin faria parte de tal estrutura maquiavélica? E se fizer, o que nós, cristãos brasileiros, temos a ver com isso? É o que veremos.
Ao que parece, Sarah Palin foi uma escolha cuidadosamente pensada, já que ela provém de círculos evangélicos conservadores que o CNP utiliza para mobilizar e pressionar a agenda política dos EUA. Diz-se que Palin cedo atraiu os dirigentes republicanos do Alaska, durante a sua campanha para prefeita, anos atrás, por seu discurso contra o aborto. Normalmente, os partidos não se envolvem nas eleições municipais do Alaska, por estas não serem partidárias. Mas logo que as notícias sobre os pontos de vista de Palin chegaram à capital, os republicanos locais investiram dinheiro na sua campanha. Diz o investigador Charley James: “Palin dedicou-se à criação de uma máquina que demolisse quem se atravessasse no seu caminho. A boa e piedosa cristã virou do avesso”.
As características religiosas de Sarah Palin têm tudo a ver com a sua escolha para o cargo. A igreja Assembléia de Deus em Wasilla, que ela freqüenta, faz parte de um ramo do movimento dominionista que tinha como um de seus dirigentes Ted Haggard (foto ao lado), de quem falamos anteriormente. O movimento tenta deliberadamente passar despercebido. Por quê?

Dominionismo? o que é isto?
Muitos cristãos pensam, erroneamente, que o reino de Deus irá se manifestar visivelmente no presente. Esse entendimento incentivou a união da igreja com o estado a partir do século IV, aproximadamente, quando o imperador Constantino deu liberdade aos cristãos. A partir daí, o Cristianismo passou a adquirir “poder temporal”, resultando na sua paganização e corrupção, com reflexos até os dias de hoje.
Este conceito – a manifestação visível do reino de Deus, aqui e agora – se tornou conhecido graças a Agostinho de Hipona, em seu tratado “A Cidade de Deus”, que expõe como seria ou deveria ser o reino de Deus na Terra: um reino de paz e harmonia em que a igreja católica seria a mediadora ou representante de Deus e o principal fator de justiça e equidade para a humanidade.
Mas ao contrário, a Bíblia afirma categoricamente que a situação geral tende a se deteriorar. Somente após o retorno de Cristo é que será estabelecido o Milênio, literalmente mil anos em que o próprio Senhor Jesus reinará na Terra a partir de Jerusalém. Ao final desses mil anos Satanás será solto e haverá uma rebelião final, ao que se seguirá o julgamento do Grande Trono Branco.
O ensino de Agostinho se tornou o padrão do ensino católico. Firmou-se a crença de que o Milênio é alegórico ou simbólico, e que o Cristianismo está de fato transformando o mundo, trazendo justiça e paz para a humanidade. Por isso aceita-se que a igreja (católica, obviamente...) influencie clara e abertamente as leis e os governos, apoiando ou derrubando governantes de acordo com a sua conveniência ou interesse de momento. Esta é a história do catolicismo, que gerou a formidável mistura que aí está, e que será a causa final de sua destruição, a sua “prostituição com os reis da Terra” (cf. Apocalipse cap. 17). E agora, por não entender corretamente o plano de Deus para as eras e nem o conceito bíblico do Milênio, a igreja evangélica também cismou de querer influenciar os governos.
Sarah Leslie, antiga dirigente da Direita Cristã, explica o movimento que apoiou Sarah Palin durante a maior parte da sua vida (a “Nova Reforma Apostólica”): “É um descendente direto do movimento da ‘Chuva Serodia’ – também conhecido como ‘Exército de Joel’ ou ‘Manifestos Filhos de Deus’. O principal arquiteto deste movimento durante as últimas décadas é C. Peter Wagner, presidente dos ministérios Colheita Global. Seus ensinamentos de guerra espiritual vêm sendo amplamente difundidos, sendo que uma destacada personagem ligada a este grupo é Ted Haggard” [1].
Ela cita C. Peter Wagner na sua definição da “Nova Reforma Apostólica”: “Desde 2001, o corpo de Cristo esteve na ‘Segunda Era Apostólica’. Estabeleceu-se o governo apostólico/profético da igreja… Começamos a construir a nossa base situando e identificando-nos com os movimentos de intercessão. Desta vez, no entanto, sentimos que Deus quer que comecemos de modo governamental, ligando-nos com os apóstolos da região. Para nós, Deus já se elevou como apóstolo-chave numa das nações estratégicas do Oriente Médio, e outros apóstolos estão a juntar-se. Uma vez que tenhamos os apóstolos no seu lugar, levaremos os intercessores e os apóstolos ao círculo íntimo, e acabaremos por ter o núcleo espiritual que necessitamos para avançar até à recuperação do domínio que, legitimamente, é nosso”. (C. Peter Wagner). Ele afirma que nos EUA há tantas igrejas da Nova Reforma Apostólica que o movimento mundial chega a 100 milhões de pessoas. Apesar disso, o seu impacto passa totalmente despercebido para a maioria dos investigadores fora do próprio movimento.
Bruce Wilson, outro pesquisador familiarizado com movimentos evangélicos, esclarece que essa tal “Terceira Onda” (nome copiado de um livro de Alvin Toffler, economista e futurólogo que trabalha com o conceito da revolução tecnológica) é um clone dos cultos de avivamento da ‘Chuva Serôdia’ dos anos 1950/60, dirigidos, entre outros, por William Branham: baseia-se na idéia de que no fim dos tempos um grupo de cristãos terá poderes sobrenaturais e autoridade sobre a igreja e o mundo. Estes cristãos serão reorganizados sob o Ministério Quíntuplo (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres, de acordo com Efésios 4:11), e a igreja será reestruturada sob o governo de profetas, apóstolos e outros ungidos. A nova geração formará o ‘Exército de Joel’ para combater o mal e recuperar a Terra para Deus” [2]. Os excessos desse movimento foram declarados heréticos em 1949 pelo Conselho Geral das Assembléias de Deus, e voltaram a ser condenados pela Resolução nº 16 em 2000.
Isto tudo constitui o movimento chamado dominionismo.
Sarah Leslie descreve a ideologia do dominionismo: “... o Evangelho da Salvação alcança-se estabelecendo o Reino de Deus como um reino literal e físico na Terra, na era atual. Alguns dominionistas identificam o Reino do Novo Testamento com o Israel do Antigo Testamento para que possam pegar na espada, ou outros métodos de caráter punitivo, para combater os inimigos do seu reino. Os dominionistas ensinam que os homens podem ser coagidos ou obrigados a entrar no reino à força. Relacionam com a Igreja deveres e direitos que, de acordo com as escrituras, apenas pertencem a Jesus Cristo. Isto inclui a crença esotérica de que os crentes podem encarnar em Cristo e funcionar como o seu corpo sobre a Terra para estabelecer o domínio do Seu reino. Põe ênfases desmedidas nos esforços do homem: a doutrina da soberania de Deus é menosprezada” [3].
Leslie também cita “Vengeance is Ours: The Church in Dominion” [A Vingança é nossa: a Igreja do domínio] de Al Gager: “a teologia do domínio baseia-se em três crenças básicas:
I) Satanás usurpou o domínio do homem sobre a Terra através da tentação de Adão e Eva;
II) A Igreja é o instrumento de Deus para recuperar o domínio;
III) Jesus não pode voltar, nem voltará, até que a Igreja tenha recuperado o domínio, e conseguido o controle das instituições governamentais e sociais da Terra”
[4].
Você já leu ou ouviu algo parecido? É possível que sim. Essa onda já chegou às nossas praias. Semana que vem tem mais. E doa a quem doer!
NOTAS:
[1] Sarah H. Leslie, Dominionism and the Rise of Christian Imperialism, em: http://www.discernment-ministries.org/ChristianImperialism.htm.
[2] Bruce Wilson, Sarah Palin's Churches and the New Wave Apostolic Reformation, em: http://endtimespropheticwords.wordpress.com/2008/09/09/sarah-palins-churches-and-the-third-wave/.
[3] Sarah H. Leslie, Op. Cit.